Um bom filme de acção, mas que deixa algo a desejar.
Se não me engano, o primeiro filme que vi com Liam Neeson no elenco deve ter sido Rob Roy. E claro que gostei, mais não fosse pela aproximação do tema a Braveheart.
Claro que Neeson já tinha feito o clássico Schindler's List e depois disso fez inúmeros filmes de qualidade, quase sempre em papéis notáveis, mas também em papéis, basicamente, dispensáveis.
Se tivermos em atenção que um os últimos filmes de acção que Liam Neeson fez foi Taken, muito bem explorado, este filme fica muito aquém da quilo que esperávamos.
O filme começa muito bem, desenvolve-se com um bom ritmo e tem boas sequências de acção. A trama prometia... Mas a dois terços do filme a coisa descamba.
Sem querer estragar o filme a ninguém, adopta-se aqui uma saída demasiado fácil. A história da amnésia já foi muito bem explorada na trilogia Bourne, o argumento, a partir daqui é demasiado previsível, tomam-se caminhos já demasiadamente percorridos e, já na recta final, o personagem principal ser recordado de capacidades físicas enterradas no subconsciente devido a uma pancada na cabeça parece algo saído de um filme de série B dos anos 90.
Realmente, o filme prometia. E os dois primeiros terços do filme são bastante competentes. Mas o terço final desagrada e fica aquela sensação de que poderia ter sido bem mais.
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