O deus do trovão chega ao grande ecrã em grande estilo.
Desta vez não me poderei alongar muito acerca da fidelidade do filme à banda-desenhada, porque apesar de ser um dos super-heróis da Marvel que conheço, não conheço muito das suas origens. Apesar disso, do pouco que conheço, posso dizer que terão sido minimamente fiéis, embora não tenha compreendido o porquê de transformar os gigantes gelados naqueles estranhos bonecos azulados...
Quanto ao filme em si, para não variar, é um espectáculo de efeitos visuais, já tradição neste tipo de adaptações ao grande ecrã. Mas, diga-se que pegar nesta personagem e transportá-la para o mundo do Cinema só se torna possível desta maneira.
Um ponto muito positivo do filme terá sido uma maior aposta nas personagens em detrimento das sequências de luta dantescas. Claro que as continua a haver, mas são três ou quatro durante estes 118 minutos, enquanto que o lado mais "humano" das personagens e as suas relações domina uma grande maioria do filme, pelo menos tanto quanto possível neste tipo de longas-metragens.
Outro ponto positivo foi a escolha de actores para interpretar as personagens certas:
Anhony Hopkins para dar vida a Odin é extremamente acertado; Chris Hemsworth é Thor, o deus do trovão, o que denota uma aposta ganha, mesmo que se tenha falado em Alexander Skarsgård, o vampiro nórdico de «True Blood»; todos os outros são muito bem escolhidos, entre eles Tom Hiddleston para personificar Loki.
Com a decisão da Marvel de dar vida a um número cada vez maior das suas personagens, até porque se torna necessário para avançar com um projecto como a adaptação de «The Avengers», é dada também a oportunidade a novas caras para que possam iniciar carreira na LAlaland e a possibilidade de que créditos confirmados possam mostrar a sua versatilidade.
Convenhamos que «Thor» não é, de longe, o filme do ano, até porque os maiores portentos da Marvel para este ano serão sempre «Captain America: The First Avenger» e o mui prometedor «X-Men: First Class», mas é um bom apontamento dentro do género, certamente melhor do que o ainda por estrear «Green Lantern», que, a julgar pelo trailer, vai ser muita parra para tão pouca uva.
Indicado para os fãs de banda desenhada e para quem gosta de filmes de acção mais dados à fantasia e que certamente irão passar muitas vezes nas tardes de fim-de-semana da TVI.
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