3 de Maio de 2011

Cinema: Mr Nobody

Quando todos pensávamos que o Jared Leto já só se dedicava a fazer música para adolescentes, vem o tipo e puxa disto da cartola.
«Mr Nobody» pega na personagem central de Nemo e desdobra em variadíssimos ramos todas as possibilidades, todos os caminhos que este poderia seguir.

Passado no ano 2092, num futuro em que a Humanidade descobriu já a quase imortalidade, Nemo, o último "mortal", com 118 anos, desbobina a sua vida a um repórter interessado em captar as suas últimas palavras. Aquilo que este repórter não contava era que Nemo não só conta a história da sua vida, mas também todas as outras vidas que poderia ter tido se tivesse feito outras escolhas.

Se, no último post vos deixei com um filme com diversas estórias cruzadas, este «Mr Nobody» começa num ponto central e ramifica-o, até ao humanamente possível, durante mais de duas horas.
E se em «Contraluz» a história era básica e, mesmo assim, o realizador introduziu "muletas" até à exaustão, este filme, partindo de uma história, é quebrado e remontado diversas vezes, cruzado, entrecortado, misturado, sem, no entanto, deixar de ser possível acompanhar a história.

Pegando levemente em teorias científicas acerca do Universo e da percepção do Tempo, o filme encaminha o espectador para um ponto específico, sem o maçar com demasiados pormenores, mas os que existem, ajudam a suportar a história. O melhor neste filme será sempre que é o espectador que, na maioria das vezes, decide qual é a história principal e quais as ramificações que poderiam ter sido.

Sem dúvida um longa-metragem a ver, de preferência na versão extended.

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