Mais uma "posta" de séries. Tenho que confessar que, a primeira vez que apanhei esta série, já na RTP2, não me despertou grande interesse, mas convenhamos que também foi no meio de algum zapping mal feito.
Two And A Half Men
A premissa não é muito complexa: Alan divorcia-se e vê-se obrigado, juntamente com Jake, o filho, a viver com Charlie, o irmão mais velho.
Charlie, interpretado por Charlie Sheen, é um compositor de jingles publicitários, solteirão inveterado e apreciador de mulheres e álcool, de preferência em grandes quantidades.
Alan (Jon Cryer) é tímido, com uma baixa auto-estima e o verdadeiro "capacho" da ex-mulher, ao passo que Jake (Angus T. Jones) apesar da tenra idade e das dificuldades na escola, tem um "chico-espertismo" admirável, muito graças aos ensinamentos do tio.
Não se poderá dizer que "Two And A Half Men" seja o píncaro das séries de comédia, mas está num nível muito bom. Alguns episódios chegam a roçar o sublime.
Podemos é, sem dúvida, afirmar que toda a dinâmica provem das relações pessoais das personagens, factor característico das sitcoms americanas.
Para além dos dois homens e meio, há também a empregada, atrevida q.b., e a mãe, a mistura entre demónio e figura protectora, que é presença constante.
Mais uma vez, esta série não é o supra-sumo das comédias, mas é muito aconselhável a quem goste de dar umas gargalhadas genuínas.
Numa nota à parte, não deixa de ser curioso traçar o paralelismo entre a personagem de Charlie e a vida real de Charlie Sheen, cada vez mais uma espiral de álcool, drogas e sexo.
Não existem ainda certezas acerca da continuidade da série, já na oitava temporada, muito graças às desventuras de Sheen, mas esperemos que seja para continuar.
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