A sequência inicial prende-nos ao assento pela crueza real (principalmente depois de vermos as repetidas imagens dos últimos acontecimentos no Japão) e quase nos sentimos no meio do cenário, a tentarmos lutar pela nossa vida.
Eastwood consegue que nos coloquemos na pele daquelas personagens logo desde os primeiros minutos e isso dá grande força ao filme. As situações decorrem a um passo muito apropriado ao tipo de filme e vão sendo construídos todos os elementos para dizermos que estamos diante de uma das melhores obras do homem que, em tempos, vestiu a pele de Dirty Harry.

Mas, infelizmente, na recta final, Eastwood troca-nos as voltas. As personagens convergem, de uma maneira extremamente forçada, para um ponto demasiado óbvio. E, se durante alguns minutos, a minha imaginação me forçou a prever, pelo menos, três finais distintos, o realizador americano opta por um quarto, muito mais previsível, muito mais fácil, arruinando por completo o ambiente construído nos longos minutos que levam ao término da longa-metragem.
O filme é, claramente, muito bom, se excluirmos os últimos vinte, trinta minutos, e o facto de, pelo menos a mim foi sensação persistente, já termos visto este tipo de entrosamento das personagens e das suas histórias noutros lados (ainda há cinco anos atrás Iñárritu e Guillermo Arriaga o fizeram, em «Babel», de maneira bem mais inspirada).
Vejam por vossa conta e risco. Eu, a ver outra vez, desligo o monitor antes do fim e imagino aquilo que poderia ter sido...
IMDb
O filme é, claramente, muito bom, se excluirmos os últimos vinte, trinta minutos, e o facto de, pelo menos a mim foi sensação persistente, já termos visto este tipo de entrosamento das personagens e das suas histórias noutros lados (ainda há cinco anos atrás Iñárritu e Guillermo Arriaga o fizeram, em «Babel», de maneira bem mais inspirada).
Vejam por vossa conta e risco. Eu, a ver outra vez, desligo o monitor antes do fim e imagino aquilo que poderia ter sido...
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